segunda-feira, 25 de julho de 2011

Expressão das impressões sobre um mundo impressionante





Porque você já não se interessa muito pelas palestras e discursos que ouve?

Porque não consegue suportar meia hora de exposição de um assunto, sem se incomodar e desejar que o discurso acabe?
Porque fica impaciente diante de uma midia repetitiva que parece não acrescentar nada naquilo que ouvimos sempre?

Não é porque você só escuta mais do mesmo e há muito tempo e com isso acaba perdendo o interesse no que está sendo tratado?

Não é também porque o assunto que se expõe parece não ter muito a ver com sua vida?
Não seria também verdade que você se transformou (ou transformaram você) num simples ouvinte distante e não participativo?
Não seria de pensar também que os discursos se esvaziaram de sentido porque nossa vida se esvaziou primeiro?
O que buscamos, o que queremos de fato, senão perpetuar o estado de coisas enquanto der resultado!
Isso não cansa nossa alma?
Não fique pensando que só acontece com você. Isso é geral.
E isso se dá em todo tipo de ambiente, não só no religioso. 
Também se dá no universo político, educacional e empresarial.
Parece que todo mundo fala tudo igualzinho, os discursos não variam e a mudança não é permitida.
Porque será?
Por comodismo? Medo? ou os dois juntos?
Vamos tentar pensar em algumas possibilidades que nos tiraram o interesse e prazer de ouvir discursos.
Quando alguém se coloca diante de uma platéia para proferir um discurso tem que se ocupar com três seriedades, quais sejam:

1- O preparo do palestrante (o que sabe, o que pensa e o que pretende ao falar). Certamente que não se exige dele a perfeição, mas sabemos que ele sabe.
2- O conteúdo da palestra (sua verdade, pertinência e sentido). Não precisa pretender esgotar o assunto, mas isso (pensamos) nos diz respeito.
3- A platéia (ajuntamento de seres que vivem uma condição e merecem no mínimo o respeito) fomos levados na conta da atenção e razão de ser do discurso.
Isso posto, pensamos que um discuro seja a expressão de quem discursa e as suas impressões serão o conteúdo do discurso que dará sentido ou não aos que ouvem.
Então porque há pouco interesse nos discursos?
Porque os homens não mais se impressionam! Isso é no mínimo trágico.
Perdeu -se o gosto pelas grandes questões humanas que ocupava o pensamento até encontrar possíveis respostas.
Perdeu-se a coragem da mudança, que transgride o modo fácil e tolo de viver. Prefere-se o imediato e não o longo prazo.
A cultura digitalizada apressou a nossa mente a desejar a solução instantânea, sem projetos mas apenas eventos.
Não se gasta tempo em pensar os grandes temas que implicam diretamente na vida humana como: Política, Deus, Transcedência, Lógica, Direito, Antropologia, Metafísica e Morte e tantas outras ciências das quais o ser humano não pode simplesmente prescindir. Estamos imersos nesses assuntos mas de modo inconsciente.

A vida e o mundo ao redor é visto como mercadoria a ser consumida.
Os homens não se impressionam mais com as coisas porque não as observam. E se não observam não enxergam. Então do que falam?
Falam as palavras do dialeto geral do consumo rápido e não a consequência do experimento próprio.

Jesus quando quis dizer que o Pai cuida da alimentação e manutenção da vida humana se referiu ao cuidado que ele tem com pássaros e plantas.
Ele disse: olhai,observai os lírios vestidos por Deus e os pássaros que da Sua mão comem!
Observar leva tempo, até enxergar!
Certamente se preocupam mais com a Moda e o Ventre- nossos deuses de fácil adoração.
Parar para olhar o mundo ao redor leva um tempo que o Mercado não perdoa.
Tudo virou fluído e adaptável à nossa vida facilitada pela velocidade de se correr não se sabe prá onde!
Os homens não admiram e choram quando impactados pelas simples verdades contidas naquilo que Deus falou e fez.
Como posso falar de comunhão se não me maravilho das obras de Deus, quando ele me mostra o que fêz, regado a pão e vinho?
Esses homens não comungam do sofrimento e riso de Deus. Não têm o que dizer!
O Mundo natural na sua explêndida diversidade, o mundo humano na sua extrema complexidade e todos os demais mundos possíveis estão à  disposição para serem explorados e percebidos porém não ligam.
Qual a natureza dos discursos então, se a  vida se pauta pela lógica do mercado e do consumo?  
Desejo o silêncio de quem não tem o que dizer, do que as palavras ditas porque não se suporta a quietude da espera.

Sonho que um dia teremos homens que usam a tribuna para proferir os discursos nos quais Deus e eles choraram!
Espero que homens que foram marcados pela agonia da dor de existir e que lutaram para encontrar o sentido das coisas e da vida, discursem e nos arranquem do comodismo insensível.
Espero também que os púlpitos sejam ocupados por homens e mulheres que tenham sido marcados pela percepção sensível do Espírito e não sejam apenas faladores dos modismos religiosos que se prolongam por causa da insensibilidade de nossas almas.
Sou capaz de preferir que esses homens desçam dos púlpitos e dos palanques se não tiverem na alma a agonia da busca e o sincero desejo do encontro.
A percepção requer exercícios que não estão disponíveis nas prateleiras do mercado fácil do entretenimento religioso.
Perceber é não estar anestesiado pela mídia de massa que assim nos faz à todos.
Enfim espero ainda chegar o tempo em que ir a uma reunião seja motivo de se esperar que nossa alma seja melhorada pela verdade exposta.
Espero ter fim as palavras vazias que apenas prolongam a ilusão de estarmos bem.
Espero que os homens que usam o meu tempo para me dirigirem seu discurso sejam sensíveis a ponto de se impressionarem.
Mas também na esperança me conforto por entender que Deus nunca se deixou sem testemunhas.
Pessoas das quais o mundo não era digno de lhes dar abrigo e mesmo assim fizeram o que tinham de fazer.
E o que tinham que fazer?
Perceber (aestèsis do Grego: estética - percepção) o divino que a tudo permeia, torna sagrado e suficiente para impressionar.
Vivê-lo e contar isso aos homens.
Isso não dá lucro, comodidade nem cartaz.
Quem quer arriscar ter o que dizer
?

Adilson Mendes de Oliveira 

1 comentários:

Fogo para Missões disse...

Graça e Paz

O antigo blog Siga o Mestre está desativado, pois este ano voltamos nossa atenção para um projeto novo, ligado ao ministério missionário do qual fazemos parte, o BlogFpM teve início oficialmente no dia 20 de agosto, e já contamos, pela misericórdia do SENHOR, com mais de 1000 acessos em vinte dias, com um diferencial: nossas publicações voltadas totalmente para MISSÕES!

A razão pela qual mudamos de blog é que, este ano estamos começando um trabalho missionário local, de apoio e suporte para igrejas locais pequenas, inicialmente focado numa região chamada Vale do Ribeira (SP/PR) e o BlogFpM, assim como nosso perfil no twitter e no facebook faz parte deste nosso desejo, de inflamar a consciência missionária, e o ministério Fogo para Missões vem com este objetivo.

Assim, queremos convidá-lo a conhecer este trabalho, orar conosco no projeto #TempodeOração e nos acompanhar também neste novo tempo. Oramos e nos esforçamos para que, através de ferramente como estas, de alguma forma, vidas sejam salvas em Cristo Jesus, o Rei.

Edinelson F. Lopes
BlogFpM - Fogo para Missões

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